Ciclo de Palestras: últimos dias para as inscrições

Última semana para as inscrições da palestra “Mito e Arte  nos labirintos da Educação”, com o Profº Marcos Ferreira (LAB. Arte/ CICE-USP) do dia 06/10/2008.

Add comment Outubro 1, 2008

Encontro para organização de curso sobre inclusão por meio da arte

Prezados,O Museu da Abolição convida educadores de museus, pedagogos, professores, movimentos sociais, ongs e interessados na área para participar do encontro para organização do Curso Plural – Formação sobre inclusão por meio da arte (parte do Programa Plural promovido pelo Instituto Rodrigo Mendes de São Paulo)

O curso tem como objetivo promover o diálogo entre a arte e a inclusão,estimular o uso de linguagens artísticas e discutir o percurso criador do professor na elaboração de sua prática docente.

Data: dia 18 de setembro (quinta-feira)
14 horas
Local: auditório do Museu da Abolição
Rua Benfica, 1150 – Madalena – Recife/PE
Fone: (81) 3228-3011
E-mail:

mab@iphan.gov.brmab@iphan.gov.br

Add comment Setembro 17, 2008

CONVOCAÇÃO

A Coordenação Pedagógica do Projeto “Formação continuada de arte/educadores, alunos aprendizes e monitores de museus no conhecimento da obra do artista Francisco Brenannd,”  convida os 30 professores selecionados e inscritos (lista abaixo) no Projeto para conparecerem no dia 15/09/2008 ás 14:00 h, na Oficina Cerâmica Francisco Brennand no Auditório Heitor Villa- Lobos,  para elaboração da proposta pedagógica e avaliação do seminário realizado do referido projeto.

Professores selecionados:

1.       Alda do Espírito Santo S. Januário / Escola Municipal Monsenhor Viana – RPA 02

2.       Ana Lourdes M. Oliveira / Escola Municipal Creusa de Freitas Cavalcanti – RPA 04

3.       Maria Alcineide de Souza / Escola Municipal Almirante Soares Dutra – RPA 01

4.       Suely Lopes Vieira Machado / Escola Municipal Jandira Botelho – RPA 02

5.       Rita de Cássia de Souza Lima / Escola Municipal Professor José Soares – RPA 03

6.       Tarciana Pereira da Silva Almeida / Escola Municipal Draomiro Chaves Aguiar – RPA 03

7.       Célia Maia Neiva / Escola Municipal Karla Patrícia – RPA 06

8.       Sandra Lira Gabriel / Escola Municipal Pais e Filhos – RPA 06

9.       Suzicleide Bomfim de Souza / Escola Municipal Severina Bernadete Teixeira – RPA 06

10.    Sandra Leopoldina Santos / Escola Municipal Casa dos Ferroviários – RPA 05

11.    Jaísa Farias de Souza Freire  / Escola Municipal Mario Melo – RPA 02 e Gerência. de 1º e 2º Ciclos

12.    Maria Alxiliadora Almeida / Escola Municipal João XXIII – RPA 04 e Gerência. de 1º e 2º Ciclos

13.    Vilma Carla / Escola Municipal de Arte João Pernambuco e Escola Municipal Rodolfo Aureliano – RPA 04

14.    Taciana Durão L. Caldas / Escola Municipal Maria Sampaio de Lucena – RPA 06

15.    Márcia dos Santos de Sena Melo / Escola Municipal Gilberto Freyre – RPA 03 e Divino Espírito Santo – RPA 04

16.    Márcia Mendonça / Escola Municipal Nilo Pereira – RPA 03

17.    Maria Tereza de Farias / Escola Municipal Reitor João Alfredo RPA 01 Ger. 3º e 4º Ciclos e Ensino Médio

18.    Elizabeth Vasconcelos Barros Ramos / Escola Municipal Olindina Monteiro – RPA 03

19.    Francisco Alexandrino  / Escola Municipal Poeta Joaquim Cardoso – RPA 03

20.    Amabília Wanderley  / Escola Municipal Pedro Augusto – RPA 01

21.    Áurea Maria de A. M. Bezerra  / Escola Municipal Reitor João Alfredo – RPA 01 e Ger. 3º e 4º Ciclos e Ensino Médio

22.    Marco Aurélio Jardim  / Gerência de Educação Infantil

23.    Givaldo Tenório  / Escola Municipal João Pernambuco – RPA 04

24.    Ângelo Meyer  / Escola Municipal João Pernambuco – RPA 04 e  Gerência de Educação Especial

25.    Gisélia Maria Sátiro  / Escola Municipal João Pernambuco – RPA 04 e Ger. de 1º e 2º Ciclos de Aprendiz.

      26.    Claudia Rosana Vasconcelos Gomes / Escola Municipal Hugo Gerdal – RPA 05

27.    Maria Auxiliadora dias Lins  / Escola Municipal Hugo Gerdal – RPA 05

28.    Maria Carla Pitanga  / Escola Municipal Hugo Gerdal  - RPA 05

29.    Maria José Negromonte  / Escola Municipal Padre Antônio Henrrique – RPA 01

30.    Roberta Cristina Rodrigues Aymar  / Escola Municipal Reitor João Alfredo – RPA 01

Atenciosamente,

Coordenação Pedagógica.

Add comment Setembro 9, 2008

CICLO DE PALESTRAS: ARTE/ Educação: labirintos iniciáticos

Projeto | Formação continuada de arte/educadores, alunos aprendizes e monitores de museus no conhecimento da obra do artista Francisco Brennand

Realização | Associação dos Amigos da Arte Cerâmica de Francisco Brennand.

Patrocínio | Este Projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural na Área de Arte/educação

Apoio | Lei Federal de Incentivo a Cultura – Lei Rouanet /MINC, Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Município do Recife, Universidade Federal e Rural  de Pernambuco – Unidade de Garanhuns.

CICLO DE PALESTRAS

ARTE/Educação: labirintos iniciáticos

Local | Museu Oficina Cerâmica Francisco Brennand

(AUDITÓRIO HEITOR VILLA-LOBOS)

Propriedade Santos Cosme e Damião s/n – Várzea

Recife – PE

Horário |  14 às 17 horas

1ª FASE: Outubro a Novembro de 2008

:: Dia | 06 de outubro/2008

   Palestra | Mito e Arte nos labirintos da educação

  Palestrante | Marcos Ferreira ( Lab. Arte/ CICE – USP)

:: Dia | 23 de outubro/2008

    Palestra | O museu como espaço de aprendizagem

   Palestrante | Sebastião Pedrosa (Departamento de Artes Plásticas/UFPE)

:: Dia | 13 de novembro/2008

   Palestra | Poética brennandiana: relações possíveis. Exercícios do ver/pensar/sentir/fazer nos   espaços expositivo da Oficina.

   Palestrante | Áurea Bezerra (Secretaria Municipal de Educação/Instituto Ricardo Brennand)

:: Dia | 20 de novembro/2008 

   Palestra | Arte, Educação e Histórias do Recife

   Palestrante | Marta Andrade Lima (UFRPE/UAG)

 Informações sobre as Inscrições:

:: Vagas Limitadas;
::  As Inscrições serão gratuitas;
::  Os 30 professores selecionados para o Projeto já estão automaticamente inscritos;
::  Interessados enviar Ficha de Inscrição preenchida para o e-mail: marinez@brennand.com.br;
::  Os interessados poderão participar em uma, duas, ou  em todas as palestras se  assim desejarem;
:: Por gentileza, comunicar as desistências da palestra em que foram inscritos, até 48 horas antes do evento.
Download da Ficha de Inscrição:Inscrições AQUI  

 :: Mais Informações: 

Fones: (81) 3271-2466  ramal: 232/ 9949-9588 (Regina Batista) / 8738-8722 (Marinez Texeira)

E-mail: marinez@brennand.com.br

4 comments Setembro 8, 2008

Professores selecionados para o Projeto de Formação Continuada

 

 

Add comment Setembro 1, 2008

Ficha Técnica

Add comment Setembro 1, 2008

Texto da Conferencista e Ceramista Norma Grinberg

Conferência: O BARRO NA ARTE

Profa. Dra. Norma Tenenholz Grinberg

Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP

 

  

Em primeiro lugar, com muita satisfação e carinho, quero agradecer o convite para este Seminário. Estou contente por ter esta oportunidade de compartilhar idéias sobre um assunto que me é tão familiar: “o barro na arte”. E principalmente,  estou contente por fazê-lo no Seminário ARTE E MITOLOGIA NA OBRA DE FRANSCISCO BRENNAND – um espaço de reflexão à altura de sua importância e complexidade. Quero registrar que tive a oportunidade de conhecer as oficinas com minha família e ser recebida pelo próprio Brennand, em 1989, e já naquele tempo, conversávamos sobre a atitude de incorporar em seu trabalho fragmentos de cerâmica de diversas procedências, encontradas nas mais diferentes situações, tendo o fogo como parceiro de novas procuras e surpreendentes possibilidades. É sobre essa diversidade do uso do barro na arte que pretendo falar.  

Seria possível abordar este assunto pela perspectiva histórica, uma vez que a manipulação deste material é uma das ações mais antigas na humanidade, caracterizando, aliás, etapas importantes na evolução do homem – enquanto  processo de produção desde os utensílios mais rudimentares até as suas aplicações atuais em diversas áreas do conhecimento. A descoberta da queima como processo para dar maior resistência à matéria é utilizada tanto em produções de utilitários de pequeno porte como em estruturas monumentais. A evolução desse conhecimento também inseriu a cerâmica em especificidades da alta tecnologia, como é o caso da produção de lâminas cirúrgicas e condutores de energia.

Enfatizo a consciência de que o barro está em toda parte. É mais presente do que percebemos. Se prestarmos atenção, ficaremos surpresos com a quantidade de coisas feitas de barro a nossa volta, nos dando vida e qualidade de vida. Desde a terra onde plantamos o alimento, artefatos cotidianos, como pratos, tijolos e telhas até a alta tecnologia, todos têm o barro na sua composição. Mas nosso foco é “o barro na arte” e quero comentar um pouco sobre esta descoberta de seu potencial expressivo – uma experiência vivida pelo ser humano em diferentes contextos e com diferentes resultados. Vale ressaltar que o próprio Brennand passou por um momento de busca, iniciando seu trabalho artístico em suportes bidimensionais, antes de reconhecer o barro como uma possibilidade para sua magnífica produção.

Esse barro, que pela ação do fogo se transforma em cerâmica, alcançou do Oriente ao Ocidente um reconhecimento como material expressivo, com obras impressionantes que por sua beleza e resistência à intempérie atravessaram a História, como é o caso da cerâmica Etrusca, da belíssima cerâmica da Grécia Clássica, dos impressionantes Guerreiros de Xi’an, da dinastia Quin, e tantas outras produções ancestrais. Este histórico passa, aliás, pela cerâmica pré-colombiana, pela Renascentista e modelagens Barrocas, chegando aos monumentos e às instalações contemporâneas.

Ou seja, o barro é um material facilmente encontrado na natureza. Está a nossa disposição. E no que diz respeito a suas potencialidades, sabemos que os artistas apreciam o barro pela sua plasticidade e capacidade de ser modelado, por apreender cada gesto dado – o barro tem memória. E justamente por lidar com ele em meu cotidiano, reflito sobre seu inesgotável potencial poético a ser explorado.

Minha afirmação é pontuada na prática artística, no repertório e convivência acadêmica e também na pesquisa que coordeno na USP, com o objetivo de desenvolver ainda mais a materialidade do barro in natura por meio de novas massas que propiciem novos resultados estéticos, ultrapassando sempre o limite do conhecido.

Por isso, também, escolhi para mostrar e comentar aqui o trabalho de alguns artistas que, a meu ver,  apresentam  como única característica em comum o uso do barro de forma inventiva e ousada, investigando e experimentando seus limites dentro do contexto das artes visuais.

Estes artistas alcançam diferentes resultados em seus processos, seja pela pesquisa e experimentação, seja pela incorporação do que chamam de “acaso” ou “erro” em sua poética. Vale destacar ainda que, quando cito o “processo de trabalho” o vejo como criação, técnica e tecnologia, com limites tênues ou inexistentes entre eles.  Essa perspectiva adotada pela crítica genética, área de estudo da semiótica, coloca-nos diante do processo não somente como “modo de fazer”, mas como caminho e registro da criação do artista. 

A seleção certamente exclui muita gente e muitas obras admiráveis. Além disso,  há uma carência de edições sobre cerâmica artística no Brasil e é muito difícil encontrar processos de trabalho documentados. Por isso, a fim de apresentar um breve panorama, comento as obras de alguns artistas reconhecidos mundialmente.

Arnold Annen é suíço e trabalha investigando formas, espaços e luzes em diferentes escalas. Seu trabalho é o resultado de muitos anos de disciplina e treinos rigorosos, onde adota a filosofia da “perfeição imperfeita”. Ele trabalha com a porcelana – um material clássico –  e sempre busca ultrapassar seus limites esperados. Um dos exemplos de sua prática é a incorporação do “erro”,  seja ele uma rachadura ou descascamento da  superfície, ou ainda inesperados resultados de queima.  

 Já artista holandês, Wouter Dam, começa torneando vasos clássicos que através dos cortes e junções se transformam em formas barrocas com contornos irregulares que captam o olhar.  São formas orgânicas marcadas por uma regularidade mecânica. São abertas em ambos os lados, revelando o interno e anulando sua funcionalidade primeira.

Os artistas Lesley Thompsom, Nádia Saad, Thomas Hoadley e Mieke Everaet têm em comum um resultado de superfície que se assemelha a uma pintura. Lesley Thompsom apresenta desenhos ópticos gravados com uma forte influência das artesãs americanas,  nativas da Califórnia,  que fazem trabalhos em prata, tecelagem, cestaria e cerâmica decorada com engobe. Isto confirma o seu interesse em superfícies decoradas. Ela aprendeu com estas artesãs que fazer arte é um processo contínuo e em seu trabalho Lesley engoba as peças e em seguida cava a superfície em desenhos padronizados.

Nádia Saad,  brasileira, trabalha as massas em sua plasticidade  de maneira mais direta – pigmentando-as,  tocando-as, amassando-as e sobrepondo as  cores em composições. A forma  e a temática predominante são o globo, mesmo  quando diz produzir flores, pratos ou outras formações. A sua poética evoca a idéia de planetas de maneira lúdica.

Thomas Hoadley também pigmenta as massas, mas de uma maneira mais programada e organizada que ao serem cortadas resultam em desenhos geométricos que são reorganizados em composições e volumes diversos.

Mieke Everaet cria uma grande gama de massas pigmentadas que organiza como uma grande paleta. A partir daí faz finas placas que recorta em pequenos fragmentos, para recompô-los em forma próprias, com o auxílio de moldes de gesso. Este processo resulta num mosaico de pequenas incrustações.

Anna Noel. Outra possibilidade do trabalho cerâmico é a encontrada na obra de Anna  Noel.  Ela explora a modelagem fragmentada de partes do corpo do modelo para agrupá-las depois. Este processo milenar, presente também nos Guerreiros de Xi’an, assume uma contemporaneidade por sua temática universal. Sobre isso, quero registrar que hoje, na região de Xi’an, está sendo formado um complexo de museus internacionais de cerâmica.  Uma iniciativa que inclui o convite para residências artísticas de representantes do mundo todo e que eu, particularmente, estou feliz por poder vivenciá-la em setembro próximo. Quero registrar o convite a todos para a palestra que apresentarei sobre esta experiência, em novembro,  no Salão e Congresso de Cerâmica, em Curitiba.

Peço licença para pontuar também meu olhar pessoal e meu desdobramento poético partindo de um ponto semelhante. Há alguns anos fiz uma exposição  sob o título “Sombras chinesas” na qual explorei a multiplicidade humana em módulos descontruídos. Aliás, a amplitude poética do módulo em seus desdobramentos é o processo de trabalho que mais propicia minha criação. Escolho formas simples e compactas que decomponho em fragmentos para recompô-los em inúmeras formas singulares.

Compartilho este processo com artistas como Phillippe Barde e Piet Stockmans.

Phillipe Barde é um ceramista suíço que trabalha com os múltiplos em porcelana, contrastando a fragilidade desse material à  dureza e à brutalidade das rochas. Além disso,  seu trabalho com a fundição é mais um exemplo marcante do quanto obra e  processo são uma coisa só.

Piet Stockmans, que tem uma experiência de trabalho na indústria cerâmica, traz este universo para seu trabalho poético, onde a precisão, a pesquisa e a experimentação se revelam como processo criativo.  

Yo Akiyama – Um raciocínio que merece uma atenção especial é  o do japonês Yo Akiyama, que a diz “trabalhar o barro como material e a cerâmica como tecnologia”. Para ele, “fazer cerâmica é fazer pedra”. O seu processo criativo é orquestrar as fissuras no barro.  Um cilindro é torneado,  rasgado e aberto para transformar seu interno em externo. As peças são unidas para criar uma nova forma e depois de secas, cobertas com uma barbotina preta,  e queimadas a 1250°C.

Satoru Hoshino – Outras experiências interferem no caminho de descoberta do artista. Satoru Hoshino, japonês conhecido mundialmente, alterou o curso de seu processo artística após ter seu ateliê soterrado por um deslizamento de terra em 1986. A partir disso, o barro que conhecia como matéria a ser manipulada em escala humana,  assumiu em seus trabalhos um caráter de energia universal, destrutiva e dinâmica.  Em depoimento, diz “quando acontece um desastre, as pessoas estão no caos. Elas podem criar passagens pelo caos“. Seu trabalho é uma resposta a uma experiência concreta e vivencial.

                Violette Fassbaender é uma artista suíça que observa a formação rochosa de seu entorno (nos Alpes Suíços), com grandes áreas planas e fendidas, e transmite a seus trabalhos suas percepções.

                David Roberts é um inglês que mora numa região montanhosa e observa da janela de seu ateliê formações geológicas bem definidas que o inspiram para seus trabalhos.  São formas puras, feitas com rolinhos, processo que lhe permite realizar suas idéias, tendo a natureza e a paisagem como direção e orientação para seu trabalho.  

Lawson Oyekan é um artista nigeriano que trabalha com o barro vermelho, criando corpos com superfícies repletas de bulbos, pontas e vazios. Ele acredita que a energética incisão sobre as superfícies úmidas lhe propiciam uma relação mais vigorosa com o trabalho,  além de suscitar as referências místicas locais. Seu processo adquire também um caminho simbólico,  atribuindo a cada elemento da peça diferentes momentos da vida,  fragmentos ou caos que ele diz capturar e colocar juntos. O furos entram como relação mística que dissipa a escuridão espiritual e trazem a possibilidade de respirar.

Felicity Aylieff é uma artista envolvida com a pesquisa de diferentes massas com cargas e pigmentos que resultam em aspectos de conglomerados como o granito e os mármores. Ela trabalha em grandes dimensões e parte de modelos realizados em espuma de poliuretano.

Jun Kaneko, artista japonês que também explora as grandes dimensões, transita por inúmeras práticas da cerâmica: as diversas maneiras de modelar e fundir,  de esmaltar, de engobar, de gravar – tanto em formas orgânicas como geométricas. Seus trabalhos refletem uma relação entre oriente e ocidente, pela sistematização intencional e pela liberdade estética da experimentação no conjunto da obra.

 

Enfim, minha fala nesse congresso teve como objetivo despertar o olhar para a amplitude do barro na arte.  Como disse no início, este “breve panorama” é ínfimo diante da grandeza deste evento e das possibilidades expostas por tantos artistas no mundo. Agradeço carinhosamente o privilégio do convite da Fundação Brennand ,e espero que o contato com essa diversidade ganhe divulgação também nos trabalhos artísticos-educativos realizados no Brasil, incentivando, inclusive, a importância de registrar o processo criativo em oficinas e ambientes de arte.

 

 

2 comments Setembro 1, 2008

Convite do Seminário Arte e Mitologia na Obra de Francisco Brennand

Add comment Setembro 1, 2008

Projeto: “Formação continuada de arte/educadores, alunos aprendizes e monitores de museus no conhecimento da obra do artista Francisco Brennand”

 

 

Patrocinio I PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL

 

 

O Museu Oficina Cerâmica Francisco Brennand, como local de arte e fruição oferece ao público, a oportunidade de refletir sobre a produção artística do pintor Francisco Brennand, através do Seminário “Arte e Mitologia na obra de Brennand”, estimulando o debate no campo da Mitologia, da Arte Cerâmica, do Simbolismo e do Meio Ambiente.

 

Este seminário é parte do projeto de “Formação continuada de arte/educadores, alunos aprendizes e monitores de museus no conhecimento da obra do artista Francisco Brennand”, coordenado pela Associação dos Amigos da Arte Cerâmica de Francisco Brennand em parceria com a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Município do Recife, a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Rural de Pernambuco através da participação na coordenação pedagógica da professora Vitória Amaral da Unidade de Garanhuns, com o patrocínio do Programa Petrobras Cultural. Conta, também com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco e da cineasta Mariana Brennand Fortes.

 

De acordo com a sua nova linha de atuação, a Petrobras, uma das maiores patrocinadora da cultura no Brasil, busca investir na formação de educadores e agentes culturais, privilegiando a Educação pelas Artes. Trata-se de desenvolver, por meio dos fazeres artístico e por meio da leitura, da interpretação e a compreensão da obra ou do campo de significação da arte: a cognição, a percepção, a capacidade criadora, contextualizada estética, histórica, sociológica e antropologicamente.

 

Nesse sentido, o Museu Oficina Cerâmica Francisco Brennand, busca ampliar o seu campo de acão museológica, implantando um trabalho educativo permanente voltado para o seu publico visitante justificando uma das mais importantes função do museus ou seja , a sua prática

educativa.

                                                                                                                  

Um programa de formação continuada para 30 professores arte/educadores e 200 alunos do ensino fundamental da rede municipal de ensino, para 06 estudantes graduandos de Artes Plásticas, História, Educação e Turismo e o público interessado, é ferramenta de experimentação e de ação educativa, capaz de permitir um melhor atendimento às necessidades do público local e dos visitantes nacionais e internacionais, no conhecimento da obra de Francisco Brennand.

 

Esperamos como resultados desse projeto criar uma interação mediática entre o espectador e a obra do artista, através do estimulo ao diálogo, às novas leituras, despertando um maior interesse e contato do público com a arte de Brennand.

Queremos na oportunidade agradecer a todos os conferencistas, oficineiros, colaboradores diretos e indiretos na construção desse projeto. Nos que acreditaram em nossa proposta e se dispuseram a dedicar suas análises sobre o tema proposto ajudando a construir uma ação educativa comprometida com a inclusão de jovens no contexto da obra artistica de Francisco Brennand.

 

 

Público alvo

Professores, arte/educadores, museólogos, profissionais de museus, artistas, intelectuais e especialistas, estudantes e interessados no tema.

 

Patrocinio I PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL

Add comment Setembro 1, 2008

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